Câmara de BH vai ter comissão para discutir direitos das mulheres

Comissão Permanente das Mulheres deve começar a funcionar em 10 dias; vereadoras ocupam somente 10% das cadeiras na capital mineira

Com apenas 10% de suas cadeiras ocupadas por vereadoras, a Câmara de Belo Horizonte vai ter uma oportunidade de ampliar o debate sobre os direitos das mulheres na Casa.

Foi aprovado nesta segunda-feira um projeto de resolução de autoria da Mesa Diretora que cria a Comissão Permanente de Mulheres.

O colegiado foi criado para estimular e ampliar a representação feminina na política e promover a defesa dos direitos das mulheres por meio de políticas públicas. Na pauta, estarão projetos sobre o combate à discriminação, política de saúde da mulher, políticas públicas sociais e econômicas que visem a autonomia feminina e de combate à violência e feminicídio.

Farão parte do comitê as vereadoras Bella Gonçalves (PSOL), Cida Falabella (PSOL) e Marilda Portela (PRB). Nely Aquino (PRTB) não pode integrar a comissão já que é a presidente da Casa. Outros dois nomes serão escolhidos para a composição do colegiado, que terá cinco cadeiras. A Câmara de Belo Horizonte tem, ao todo, 41 parlamentares, dos quais apenas quatro são mulheres.

Comissão

A implantação da comissão deverá acontecer nos próximos dez dias. Para a presidente da Casa, Nely Aquino (PRTB), a criação da Comissão é um importante passo para a mulher belorizontina.

— Por ser uma comissão permanente ela irá abrir um espaço de diálogo, de discussão, onde a mulher estará em evidência. O tema mulher é de extrema importância, ainda mais em uma época em que as nossas vidas estão sendo tão banalizadas, onde o feminicídio está sendo tratado com tanta naturalidade.

As vereadoras Bella Gonçalves e Cida Falabella em suas contas no Twitter, comemoraram a conquista. De acordo com Bella, não é possível fazer políticas para as mulheres sem representatividade feminina no governo.

— A discussão sobre a criação da Comissão de Mulheres na CMBH vem para o plenário em um momento que a América Latina vive uma ascensão das lutas feministas. É necessário que as mulheres estejam no centro das políticas públicas.

Author: Jornaldacomunidade

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